terça-feira, 8 de outubro de 2013

FUTSAL

7ºano
Posições do futsal e seus fundamentos:
1° goleiro linha: realiza boas defesas e jogadas de meio com os pés com qualidade e responsabilidade plena com um bom passe.
2° fixo e ala direito: quando passa do meio da quadra pela direita.
3° ala defensivo: defende os lados esquerdos da sua defesa, armando jogadas de meio.
4° pivô: fica do lado direito realizando jogadas de meio e servindo os companheiros e também com algumas jogadas individuais.
5° ala direita: é quando o fixo passa do meio da quadra do lado direito e cobertura do ala defensivo.

Características:


O futsal é disputado em quadras de 24 a 42m de comprimento por 14 a 22m de largura. A bola pesa entre 410 e 500g e tem de 53 a 62cm de circunferência.As metas medem três metros de largura por dois de altura, à frente das quais demarcam-se áreas cujas linhas são equidistantes quatro metros da linha de gol. O objetivo do jogo é marcar tentos, como no futebol associativo, mas algumas regras são exclusivas do futsal. O arremesso lateral e o arremesso de canto são cobrados com os pés; após a quinta falta coletiva, a equipe infratora é punida com a cobrança de um tiro livre direto, sem barreira, do local onde foi cometida a falta; o atleta que cometer cinco faltas será desclassificado e o goleiro deve sempre repor a bola em jogo, com a mão ou com os pés, quatro segundos após defendê-la e de modo que não atravesse a linha central sem que primeiro toque o piso, ou um jogador. A partida tem a duração de quarenta minutos (dois tempos de vinte) para adultos e de trinta minutos (dois tempos de 15) para juvenis.

Sistema 2x2:

Sistema 2x2
Sistema pioneiro, surgido na década de 1950 (Lucena, 1994), que se caracteriza pelo posicionamento de dois jogadores na meia quadra defensiva e de outros dois na meia quadra ofensiva. É um sistema bem simples e que exige pouca movimentação dos jogadores. Os dois de trás são responsáveis pela defesa enquanto os dois da frente, pelo ataque (Lucena, 1994; Mutti, 1994; Souza, 1999). Ocorrem poucas trocas de posições, e conseqüentemente, de funções. É um sistema mais estático em relação aos outros. Segundo Souza (1999), este sistema é mais utilizado em faixas etárias menores, devido ao baixo nível de complexidade e facilidade de execução. Mas equipes de alto nível também o utilizam em determinados momentos de um jogo.
 
 



 Fundamentos:
Passe
Drible
Finta
Chute

IMAGENS DOS FUNDAMENTOS:

domingo, 6 de outubro de 2013

                                             6°ANO

Quadra de Futsal com todas as suas medidas


Histórico do Futsal

O Futsal foi criado na cidade de Montevidéu (Uruguai) no ano de 1934. O criador foi o professor de Educação Física da Associação Cristã de Moços de Montevidéu, Juan Carlos Ceriani Gravier. Este professor batizou o esporte como Indoor-Foot-Ball. 


Características e regras do Futsal

- As equipes são formadas por 5 jogadores de linha (sendo um goleiro) e 7 jogadores, no máximo, como reservas.
- O Futsal é praticado em quadra retangular de piso rígido, com medidas que variam de acordo com a categoria. Na Liga de Futsal Masculina, por exemplo, a quadra deve ter entre 38 e 42 metros de comprimento por 18 a 25 de largura. 
- A bola de futsal (categoria adulto masculino) deve ter entre 62 e 64 cm de circunferência e peso entre 400 e 440 gramas.
- O árbitro pode usar dois cartões para punir as faltas. O amarelo (advertência) e o vermelho (expulsão por 2 minutos ou pode ser substituído ao tomar um gol).
- As substituições podem ocorrer a qualquer momento e em número indeterminado.
- Os jogos da categoria adulto ocorrem em 40 minutos (2 tempos de 20 minutos).
- O posicionamento de uma equipe de futsal segue o seguinte esquema: goleiro (defende o gol com mãos e pés e também pode atacar), fixo (jogador de defesa), ala (joga mais pelas laterais), pivô (movimenta-se no ataque e arma jogadas)

Posições do Futsal


FUNÇÃO DO GUARDA-REDES (Goleiro)

Talvez seja o jogador mais importante da equipa, deve coordenar a equipa, pois joga de frente para o adversário. Hoje também, têm de saber usar os pés a fim de passar e rematar. Lançar com as mãos e reposição rápida com a bola é fundamental para o guarda-redes. Deve orientar a sua equipa sempre. Deve saber os movimentos táticos, principalmente os de saída de bola e dar cobertura ao sistema defensivo. A atenção é primordial para esta posição.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS - agilidade, flexibilidade, equilíbrio, coordenação, impulsão, velocidade de reação.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS - pega, habilidade com as mãos, queda e rolamento, reposição e lançamento com as mãos, passe e remate.

CARACTERÍSTICAS TÁCTICAS - colocação, saída de bola, entrosamento com a defesa, reposição rápida de bola, armação de jogadas com pé e mão.

CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS - liderança, coragem, controlo emocional, atenção, concentração, tranquilidade e iniciativa.

FUNÇÃO DO FIXO

Geralmente é o atleta encarregue de desarmar as jogadas dos adversários, são atletas de excelente marcação. Hoje também são criadores de jogadas, com bom remate de longa distância. Deve ter grande senso de distribuição de jogo e cobertura. O fixo deve ter bom sincronismo com os alas e com o guarda-redes na marcação. O pivô adversário é quem marca o fixo, por isto ele deve saber deslocar-se, para sair nas costas do adversário e criar situações de vantagem no ataque. Antecipação é fundamental para ser um bom fixo.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS - Os fixos devem ter agilidade, impulsão, força, coordenação e velocidade de reação.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS - antecipação, marcação, remate, passe e deslocamentos.

CARACTERÍSTICAS TÁCTICAS - colocação, entrosamento com o guarda-redes, noção de cobertura, domínio da antecipação, saber usar o corpo e noção de ocupação de espaço.

CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS - coragem, controlo emocional, tranquilidade, decisão, determinação e iniciativa.


FUNÇÃO DOS ALAS

São responsáveis pelo desenrolar das jogadas. Devem deslocar-se constantemente, com ou sem bola. É importante ter na equipa sempre um jogador destro e um canhoto em cada ala. Normalmente os alas jogam em posições invertidas (ala direito no lado esquerdo e ala esquerda no lado direito). Os alas devem ser jogadores que utilizam bem os espaços vazios da equipa, com grande percepção das jogadas e precisão nos passes. Devem saber marcar e atacar na mesma proporção, ter excelente controlo de bola, dribles e boa finalização são características importantes para os alas.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS - Os alas devem ter: agilidade, resistência aeróbia e anaeróbia, coordenação, força e velocidade.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS - drible, passe, deslocamentos, condução, remate e marcação.

CARACTERÍSTICAS TÁCTICAS - desenrolar das jogadas, coberturas, atacar e defender, boa finalização, criatividade e visão de jogo.

CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS - coragem, combatividade, controlo emocional, agressividade, determinação e iniciativa.

FUNÇÃO DO PIVOT (Pivô)

Quase sempre é o jogador que têm maior poder de finalização, também como característica a proteção da bola de costas. É importante para o pivô saber o tempo certo de passar a bola para os seus companheiros. Hoje, o pivô têm que se preocupar com a marcação, pois é dele a primeiro linha defensiva. Existem pivô de referência (mais parado na frente) e pivô de movimentação (deslocam-se pelo campo).

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS - Os pivô devem ter agilidade, força, equilíbrio, impulsão e velocidade de reação.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS - controlo de bola, drible, finalização, passe, recepção, finta, deslocamento lateral e antecipação.

CARACTERÍSTICAS TÁCTICAS - colocação, criar espaços, servir os companheiros, primeiro combate, movimentação e conclusão.

CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS - decisão, determinação, coragem, personalidade e agressividade.








terça-feira, 1 de outubro de 2013

Impulsão

é a força hidrostática resultante exercida por um fluido (líquido ou gás) em condições hidrostáticas sobre um corpo que nele esteja imerso. A impulsão existe graças à diferença de pressão hidrostática do corpo, visto que esta é proporcional à densidade (massa específica) do líquido, à aceleração da gravidade, e à altura de profundidade.

Teste de impulsão vertical


A Ciência dos Saltos


O salto vertical é mais bem treinado quando alternado entre os ciclos de força e potência porque precisamos ensinar o sistema nervoso central o conceito da aceleração. Você precisa ser rápido e apto a gerar forças extremas de maneira rápida. Primeiro, treine para ganhar força relativa ao seu peso corporal porque já foi demonstrado que isso aumenta de maneira independente o desempenho no salto vertical. Para saltar ainda mais alto, você precisa realizar trabalhos rápidos e potentes, treinando as unidades motoras de alto limiar para produzir potenciam de pico.

Realizar treinos rápidos e lentos na mesma sessão pode ser contraproducente. Treinar lento ensina o corpo a se mover de maneira lenta, mas isso não quer dizer que não existe um período no qual movimentos lentos podem ajudá-lo a melhorar a força e tamanho. A verdade é que esses ciclos devem ser estrategicamente planejados e o corpo necessita estar estruturalmente equilibrado. Força e equilíbrio oferecem os blocos de construção para ensinar o corpo a se mover rápido e saltar alto. 




Teste de impulsão horizontal 







Força - 1º ano E.M

Resumo

A palavra Força possui uma definição intuitiva. Em Física, Força designa um agente capaz de modificar o estado de repouso ou de movimento de um determinado corpo. Porém, falar de força parece ser muito abstrato, mas basta pensar em todas as tarefas diárias que realizamos para que possamos perceber que força é algo que está presente em nosso dia a dia. Por exemplo: quando empurramos ou puxamos um objeto dizemos que estamos fazendo força sobre ele. Existem vários tipos de força: força elétrica, força magnética, força gravitacional, força de atrito, força peso, força normal e outras. Força é uma grandeza vetorial e, como tal, possui características peculiares.

Introdução

A força é o esforço que fazemos ao praticar alguma ação ele é usada por nós diariamente em todo momento, em andar, pegar algum objeto, correr, pedalar, praticar exercícios físicos, e assim em diante, a força é muito usada em Física.
Existe também força magnética, Elétrica, de atrito e muitos outros tipos que facilitam a nossa vida.
A força é explicada como qualquer ação ou influência capaz de modificar o estado de movimento ou de repouso de um corpo (ou de uma situação dada), como também imprimir-lhe uma aceleração modificando sua velocidade.














Força Elétrica
A 1ª Lei de Coulomb diz respeito à intensidade das forças de atração ou de repulsão que agem em duas cargas elétricas puntiformes (cargas de dimensões desprezíveis), quando colocadas em presença uma da outra.
Considere duas cargas elétricas puntiformes, Q1 e Q2, separadas pela distância d. Se os sinais dessas cargas forem iguais, elas se repelem; se forem diferentes, se atraem.
A força elétrica é originada pela interação de uma carga elétrica com outras cargas elétricas, que podem ter sinal positivo ou negativo. Esta força pode ser de repulsão ou atração, conforme os sinais das cargas; se de sinais contrários se atraem as de sinais iguais se repelem.


Força Magnética
A força magnética é um tipo de força entre objetos, que atua a distância sem existir contato entre os mesmos, tal como a força gravídica e a força elétrica. Pode ser atrativa ou repulsiva, o que fez com que antigamente (antes de 1600) fosse confundida com a força elétrica.
Existem ímanes naturais que se encontram na natureza; na Grécia antiga, as rochas extraídas nas minas da região da Magnésia eram ímanes naturais que deram origem ao termo magnetismo. Um íman tem sempre um polo norte e um polo sul. Aproximando dois polos opostos de dois ímanes, surge uma força atrativa entre os ímanes; e entre polos semelhantes à força é repulsiva.


Força Normal
Em física, força normal é uma força de reação que a superfície faz em um corpo que esteja em contato com esta, essa força é normal à superfície. Um corpo qualquer ao entrar em contato com a superfície de outro e a comprimir aplicará uma força nessa superfície e de acordo com a 3ª Lei de Newton haverá um reação que é exatamente a força normal.
A força é chamada de normal porque é termo utilizado em Física quando há formação de um ângulo de 90° entre duas direções, no caso a direção da superfície e a direção da força, ou seja, a reação é perpendicular à superfície de apoio:
É utilizada para calcular a força de atrito
A força normal, sendo uma força, é grandeza vetorial com módulo, direção e sentido. Assim, num corpo qualquer, os vetores da força normal terão os seguintes valores:
·         Módulo ou intensidade: igual ao da compressão que a superfície recebe;
·         Direção: perpendicular à superfície de apoio;
·         Sentido: do apoio para o corpo.
Em outras palavras, a força normal é força de superfície contra superfície.
A força normal existe sempre que há contato entre o corpo e a superfície de apoio, independentemente de essa superfície ser ou não horizontal. A direção da força é sempre perpendicular à superfície de apoio.


Força de Atrito

Quando empurramos ou puxamos um corpo qualquer de massa m, percebemos que existe certa dificuldade; e, em alguns casos, percebe-se que o corpo não entra em movimento. Qual a explicação para isso? O que acontece é que toda vez que puxamos ou empurramos um corpo, aparece uma força que é contrária ao movimento. Essa força é chamada de Força de Atrito. A definição de força de atrito é a força natural que atua sobre os corpos quando estes estão em contato com outros corpos e sofrem a ação de uma força que tende a colocá-lo em movimento, e ela é sempre contrária ao movimento ou à tendência de movimento. A força de atrito aparece em razão das rugosidades existentes nas superfícies dos corpos. O atrito depende da força normal entre o objeto e a superfície de apoio; quanto maior for a força normal, maior será a força de atrito.


Força Peso
        A força-peso é o resultado da atração gravitacional exercida pela Terra não somente sobre os objetos localizados próximo à sua superfície, mas atuando também a distâncias relativamente longas.

Trata-se do exemplo mais simples de forças de ação à distância. O fato de os objetos caírem sobre a superfície terrestre é a consequência mais perceptível da mesma.

Força Gravitacional

         O exemplo mais simples de forças, uma vez que faz parte do nosso cotidiano, é a força gravitacional. A queda dos objetos em direção à superfície terrestre é devida á força gravitacional. Outro exemplo é o movimento de translação da Terra. A Terra mantém-se numa órbita elíptica em torno do Sol como resultado da força gravitacional exercida pelo Sol sobre ela.

        A lei que rege o comportamento da interação gravitacional foi proposta por Newton. A interação gravitacional ocorre devido às massas dos objetos. Se dois objetos de massas m1 e m2estiverem à uma distância d então surge entre eles uma força de atração (a força gravitacional).















Conclusão

       Vimos que existem vários tipos de força além da força que é exercida para praticar ações e que usamos essas forças no nosso dia-a-dia mesmo sem percebermos.

            Que a força é importante para nós e facilita nossa vida e que podemos usa-las para várias coisas.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

1° ano do ensino médio

Resistência e velocidade


Em geral os atletas com muita resistência são menos velozes, enquanto os que são dotados de grande velocidade possuem menor capacidade de manter a atividade por período de tempo.
O treinamento de resistência possibilita algum ganho aos atletas de velocidade em suportar períodos mais longos de atividade, já no treinamento de velocidade os estudos demonstram pouca melhora aos atletas de resistência.
O treinamento de resistência é a capacidade do organismo de realizar um exercício eficazmente superando a fadiga, fadiga esta que se pode ser aguda ( durante e/ou logo após o treino ) e crônica ( ao longo do processo de treinamento).

  Ainda sobre a fadiga, podemos citar algumas causas: fisiológica, psicológica, médica.
Mas é graças à fadiga que alcançamos os melhores níveis de performance, porém isso só acontece quando as cargas de treinamento e o processo de recuperação são aplicados em níveis e momentos adequados.
Para se melhorar a resistência do organismo devemos nos preocupar com alguns detalhes importantíssimos:
■Especificidade da modalidade esportiva, ou seja, o treino realizado pode gerar uma resistência geral ou específica para a modalidade;

■Obtenção de energia, podendo ser resistência aeróbia ou anaeróbia;

■Duração do esforço, sendo de curta, média ou longa duração;

■Volume muscular envolvido, sendo geral ou local.

■De força ou velocidade, sobre objetivo ou tipo de prova/competição

■Treinamento e competição, sobre o tipo de treino

■Volume de treinamento, sobre a quantidade da carga de treinamento

■Intensidade do treinamento, sobre a qualidade da carga de treinamento
  Estes são alguns detalhes que devem ser bem pensados quando for planejada a planilha de treinamento para qualquer tipo de esporte que envolva a resistência.
Por isso é fundamental a orientação de um treinador/professor habilitado e capacitado para que você melhore sua resistência física de maneira correta e segura.

Recomendações gerais relativas aos treinos de resistência de velocidade:
1) Antes de iniciar os exercícios, aquecer no mínimo durante 10 minutos. Correr a passo lento e executar alguns alongamentos é o suficiente;
2) Descansar entre 2 a 3 minutos entre as séries dos exercícios. Atenção, descansar não é estar parado ou sentado. Ande a passo lento e faça alguns alongamentos.
3) Para realizar estes exercícios convém ter o mínimo de preparação física, caso contrário, cansar-se-á rapidamente e o treino não vai render. Logo, se não tem o mínimo de preparação física, o mais indicado é fazer sessões de 30 minutos de jogging durante 2 semanas e só depois partir para estes exercícios.
4) Duas sessões de treino de resistência de velocidade por semana é o ideal. Nem mais, nem menos. Apenas uma sessão por semana poderá não trazer os resultados que espera. Por sua vez, mais que duas sessões poderá originar uma sobrecarga dos músculos, sendo prejudicial à sua saúde física.
5) Uma vez que este tipo de exercícios puxam muito pelos músculos, eles devem durar entre 20 a 30 minutos no máximo.

Como podemos melhorar essa resistência de velocidade ?
O que costumo fazer em meus corredores, é registrar o tempo de uma competição que envolva o mesmo metabolismo, de preferência a mesma distância, e dividir cada km no sentido de perceber aonde a resistência diminui, e consequentemente, começa a se perder desempenho.
Vou dar um exemplo claro :
Imaginem que um corredor de 10 km faça seu melhor tempo em 40 minutos, ou seja, ele tem um ritmo de 4 minutos por km.
Em seus treinos de qualidade, ele consegue fazer uma série de tiros ( 6 a 8 ) de 1000 metros para tempos médios de 3m 40s.
Caso extrapolasse esses tempos para a prova de 10 km, o mesmo faria na competição o tempo de 36m 40s.
Nesse sentido, a diferença entre o melhor 10 km ( 40 minutos ) e o tempo extrapolado ( 36m 40s) seria de 3m 20s.
Esse tempo achado vai me servir de base no decorrer do treinamento, pois minha intenção será diminuir essa diferença , visto que a variável velocidade em determinado momento vai estabilizar, pois tem um certo limite de desenvolvimento, e consequentemente precisaremos trabalhar a resistência de velocidade ( que no caso será submáxima ).
Em termos prático, vou escalonando treinos de ritmo, onde vou mapeando até onde meu atleta consegue manter um ritmo mais forte ( como por exemplo no tempo de 39 min e 30 Seg ), e começo a analisar a distância que falta para a conquista de tal tempo.
Sempre faltará um trecho, que será a barreira do corredor na busca do seu recorde pessoal.
Desse tempo treinado, ritmo mais forte que o ideal, afrouxo um pouco na competição, dando a sensação ao corredor de estar correndo mais fácil.
Essa sensação, arrasta o possível limite de sua barreira para mais próximo da distância final, sendo pequenos detalhes inerentes a cada corredor, que servirão de ferramentas para a conquista de seu recorde pessoal.
OutrO fator importante é perceber a evolução da F.C. , ao analisar sempre a F.C. Média para situações de treinos ou competições semelhantes.
Muitas vezes não conseguimos diminuir tempo, mas conquistamos melhores sensações, com respostas fisiológicas mais brandas ao organismo em situação de estresse do treino ou da competição.
Isso reforça que o organismo está assimilando melhor as cargas de treinamento, e que provavelmente, o limite da velocidade, deve estar direcionado mais para possíveis limites do sistema músculo esquelético.
Nesse sentido, um trabalho com base em musculação associado a treinos de corrida, possibilita dentro de um planejamento correto, uma melhor potência muscular, e consequentemente, uma melhora de performance.
Portanto, cada competição tem seu valor para determinados momentos, pois através dela, podemos tirar inúmeras análises que servirão de parâmetros para treinos futuros, dando maiores possibilidades de acertos e consequentemente maiores chances de sucesso.